terça-feira, 12 de agosto de 2008

ROMANTISMO LITERÁRIO

Na época em que a família real se transferiu para o Brasil trouxe com ela o espírito da Europa: o Romantismo europeu, que acabaria influenciando culturalmente o Brasil.Nossos escritores começaram então a se preocupar com alguns assuntos até aquele momento esquecidos ou não abordados nas obras da época: o subjetivismo, a liberdade individual e uma preocupação com os assuntos sociais.Com a independência veio à importância de exaltar nossa cultura, promover nossas belezas tropicais, tornando o Brasil independente da Europa.

Os poetas que se destacavam nessa época eram: Castro Alves (1847-1871) que escreveu sobre os escravos africanos, Gonçalves Dias (1823-1864) que escreveu sobre os índios, José de Alencar (1829-1877) que escrevia romances populares sobre os índios, dentre eles “Iracema”, considerado uma obra-prima, utilizando o seu estilo “indinista”.Já no segundo período do Romantismo no Brasil há um novelista que é amplamente lido até hoje: Joaquim Manuel de Macedo, que escreveu “A Moreninha”.

Surge então o Parnasianismo, uma reação contra os excessos dos Românticos, onde se destacaram: Olavo Bilac (1865-1918), Raimundo Corrêa (1860-1911), e Alberto de Oliveira (1859-1937).

No começo do século XX, os artistas brasileiros tiveram novas idéias.Mário de Andrade (1893-1945) foi o líder mais importante dessa fase da literatura, escrevendo poesia, composições em literatura, arte, música e folclore brasileiro.Oswald de Andrade (1890-1953) escreveu uma coleção de poemas que intitulou “Pau-Brasil” e nela avaliou a cultura brasileira, as superstições, e a vida familiar pela primeira vez em poesia brasileira, com humor.No Brasil surge então, uma nova fase do Romantismo, com um outro conteúdo social, inicialmente com José Américo de Almeida (1887-1969) que escreveu “A Bagaceira”, uma história única na revelação da difícil vida sertaneja nordestina.Conseguiu seguidores que foram atentos a sua obra e ao nordeste, local onde todos nasceram.Dentre eles estão: Jorge Amado, Graciliano Ramos, José Lins do rego e Rachel de Queiroz.

TEXTO ESCRITO PELO ALUNO EDGAR

É UMA CASA PORTUGUESA COM CERTEZA!


O ano de 1808 vem a ser muito importante no aspecto de decoração da casa brasileira. A família real veio acompanhada de mais de 10 mil pessoas, que recriaram aqui suas casas e seus hábitos.
O fato de o Brasil ter permanecido como colônia portuguesa até 1822 fez com que nosso mobiliário fosse um natural desdobramento do mobiliário português, com a chegada da família real ocorreu uma transformação radical na decoração.
Centenas de bagagens contendo roupas, louças, faqueiros, jóias e objetos pessoais eram despachados para as docas. No total, a caravana tinha mais de 700 carroças, segundo Laurentino Gomes. Fora isso, trouxeram também a prataria das igrejas, 60 mil livros da Real Biblioteca, ouro, diamantes e dinheiro do tesouro real.
ATÉ 1808...
A casa típica colonial tinha uma pequena horta e um pomar, além de local para a criação de porcos e galinhas. A cozinha ficava do lado de fora da casa, como ainda hoje acontece no interior do país. Quando a família real desembarcou, a base da alimentação do brasileiro, como já vimos, eram o feijão, a farinha e a carne-seca, juntados em bocados no prato de barro e levados à boca com a mão, e tudo muito apimentado. Os homens, ainda, costumavam utilizar a faca que traziam sempre à cintura para levar o alimento à boca.
Era usual realizar as refeições no chão, sobre esteiras. O dono da casa, às vezes, sentava-se em tamboretes e os senhores mais abastados se acomodavam em cadeiras de espaldar alto. O termo 'costas largas', aplicado aos homens de autoridade e poder, vem desse período, pois só membros da aristocracia podiam encomendar essas cadeiras. A mesa, quando existia, não passava de uma tábua apoiada sobre cavaletes e era montada na hora, sem toalha, hábito que deu origem a mais uma expressão que utilizamos: pôr a mesa- afinal, os escravos realmente tinham que botar a mesa para a realização das refeições. Não havia guarda-roupa ou guardalouça. Os utensílios e as roupas ficavam em baús, arcas e canastras. Além disso, dormia-se muito cedo e geralmente em redes. 1808: o cotidiano simples e monótono da colônia se transformou...
LUXO E RIQUEZAS
A primeira mudança, que teve início imediatamente quando dom João desembarcou, foi a moda do turbante: devido à infestação de piolhos nos navios, durante a travessia do Atlântico, as mulheres da corte tiveram de raspar a cabeça e chegaram ao Brasil escondendo as carecas em turbantes improvisados. Não demorou para que as cariocas aderissem ao que pensavam ser a última moda a Europa.
O espaço urbano teve de ser repensado e recriado: ruas foram alargadas porque não comportavam as novas carruagens, a fachada das casas foi modificada, tudo para dar à cidade o aspecto da capital do império. Dom João determinou que as janelas de madeira fossem substituídas por modernos balcões envidraçados e, para isso, autorizou a construção de uma fábrica de vidro.
A suspensão das proibições comerciais e industriais, ao lado da abertura dos portos, fez com que a vida ganhasse um ritmo até então desconhecido. A cidade foi inundada por produtos nunca vistos, que iam de peixe salgado e queijos holandeses a cobertores de lã e patins de gelo- o que mostrava que os comerciantes não sabiam nada sobre o clima do país. Para que a vida deixasse de ser tosca e acompanhasse os tempos da realeza, muitos itens entraram na rotina. Água de colônia, diversas essências e vinagres para toucador e para mesa, luvas, suspensórios, sabão, leques de vários tipos, escovas e pentes, sapatos e chinelos de seda e marroquim para homens e senhoras, botas de Paris, caixas de tabaco, caixas de costura, velas e azeite clarificado para lustres, mesas e espelhos de toucador, pêndulos, relógios de repetição e livros franceses.
Na bagagem da corte vieram os primeiros móveis para acomodar vários novos hábitos. Muitos armários de jacarandá, guarda-louças, papeleiras, cristaleiras, camas, escarradeiras, candelabros e lustres de cristal franceses. Novos cômodos surgem, como a sala de jantar e o conjunto da sala de visitas - cadeira de braço, cadeira de balanço, mesinha, canapé (espécie de sofá com a estrutura de madeira visível) e os consoles.
Nas peças de jacarandá, mogno, vinhático ou cedro, era importante conjugar duas qualidades: sobriedade e frescor. O estilo conhecido como dona Maria I é sobreposto pelo chamado império brasileiro: "Esse foi o estilo que melhor caracterizou a nova fase da história brasileira - país independente, tropical, sob um regime monárquico", cita Marize Malta, professora de história do mobiliário da UFRJ. Além de cômodas, cadeiras, canapés e mesas, surgiram outros móveis: marquesas, cadeiras de balanço, bufês e cristaleiras, que passaram a ser adornados com entalhes em formato de cisnes, ramos de café e de louro, garras de leão.

Foram sendo abandonadas as linhas retas e pesadas do estilo colonial e a beleza dos móveis passou a ser mais valorizada.
Os estilos de decoração se sucedem e começa com o estilo Dona Maria, seguido pelo estilo D. João VI, Luís Felipe e o Beranger.

Dona Maria I – Esse estilo é marcado pela volta à sobriedade, preferência da linha reta e composição regular. As peças mais importantes foram criadas por Sheraton e importadas da Inglaterra.

D. João VI – É reconhecido pelo seguintes detalhes : jacarandá preto, estrutura plana , gavetas com aplicações quadrantes e em forma de cunha.

Luís Felipe- São linhas sinuosas cheias de harmonia e leveza tendência para a linha barroca.

Beranger – Caracterizam pelo entalhamento de flores e frutas em consoles, cadeiras e especialmente em sofás os quais apresentam cheios de curvas, encostos muitos trabalhados e assento geralmente de palhinha.
Há inúmeras manifestações artísticas, todas buscando reviver os estilos antigos, numa grande mescla de influencias mas com o tempo os detalhes passaram a ser misturados no mesmo móvel, o que originou o estilo Hibrido Brasileiro.
"Quando dizemos que a sociedade se sofisticou é porque parou de comer com a mão para comer com o talher, trocou o prato de barro pelo prato de porcelana, a esteira pela cama. Foi o início de um processo que daí em diante não se deteve mais. Mas a verdadeira sofisticação, da forma como a entendemos modernamente, só se implantou bem depois, no fim do século 19", explica Vera Tostes.
Nesse site aqui há imagens muito interessantes sobre a mobiliária trazida pela realeza para compor a casa brasileira:
Eu, Georgia, fiz uma apresentação de slides com narração explicando a utilidade de cada móvel. No entanto, por algum erro de edição as narrações infelizmente não aparecem. Se for do interesse dos professores posso enviar por e-mail.

Fontes usadas foram capturadas 8 de agosto de 2008.
Decoração Brasileira, Ruth Laus
Casa Cláudia
Gazeta do Povo

TEXTO ESCRITO PELOS ALUNOS GEORGIA E MARONÊS

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

AS ARTES PLÁSTICAS NO BRASIL E EM PORTUGAL

Em 1808, ano da transferência da corte portuguesa para o Brasil, as artes em Portugal já eram mais avançadas que as presentes na colônia. No início do século XIX, predominavam no Brasil os estilos Barroco e Rococó.

O Barroco teve início no século XVI, por influência dos próprios portugueses. O ápice das produções barrocas no Brasil ocorreu no chamado século do ouro (século XVIII), nas cidades auríferas do estado de Minas Gerais. Essas cidades, por suas riquezas, tinham uma vida cultural e artística em ascensão.

Esse estilo distinguiu-se pelas fortes características religiosas das obras, que eram usadas na decoração de templos, para mostrar a superioridade e o poder da Igreja Católica. Formas como curvas e espirais apareciam muito nas produções do período Barroco.

Um artista se destacou, o arquiteto, escultor, entalhador e desenhista Antônio Francisco de Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho. Aleijadinho utilizava materiais, como madeira e pedra-sabão, muito empregados nas criações barrocas por serem matérias-primas típicas do Brasil. Dentre as obras de Aleijadinho estão Os Doze Profetas e Os Passos da Paixão, na Igreja de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo (MG).

Junto com o Barroco, havia outro estilo; muito semelhante ao primeiro. O Rococó nada mais era do que um “Barroco exagerado”. Tendo origem na França no século XVIII, o Rococó surgiu assim que o Barroco deixou a temática religiosa. As principais características desse período eram

“As linhas curvas, delicadas e fluídas, as cores suaves, o caráter lúdico e mundano dos retratos e das festas galantes, em que os pintores representaram os costumes e as atitudes de uma sociedade em busca da felicidade, da alegria de viver, dos prazeres sensuais”.

O Rococó retratava a vida aristocrática européia, de forma sutil e delicada. No Brasil, o Rococó revelou-se tardiamente em relação à Europa, pois foi trazido por portugueses no final do século XVIII.

Quando chegou ao Brasil, Dom João VI efetuou mudanças no cenário cultural da colônia. Em 1816, chegaram ao Brasil os integrantes da Missão Artística Francesa, entre eles Jean-Baptiste Debret. A missão tinha por objetivo reestruturar as artes na colônia, mostrando as idéias neoclassicistas, já avançadas em Portugal; além de ser a responsável pela fundação da Academia de Artes e Ofícios, mais tarde Academia Imperial de Belas Artes. Tendo início no final do século XVIII, o Neoclassicismo procurava retomar a cultura clássica na Europa, como uma reação ao estilo Barroco da época. Porém, ao contrário do Classicismo, o Neoclassicismo propõe a discussão dos valores clássicos. Não havia mais um ideal de beleza imutável. Os neoclassicistas acreditavam que os princípios clássicos deveriam ser adaptados à realidade moderna. Depois da chegada da corte portuguesa, o Neoclassicismo no Brasil retratava o cotidiano da colônia de uma forma romântica, evidenciando a figura do indígena, o nacionalismo e as paisagens naturais.

Dessa forma, os princípios artísticos da colônia eram sempre atrasados em relação à Europa, pois a única comunicação entre os dois lados do Atlântico eram os próprios colonizadores portugueses. Assim, embora o estilo seja o mesmo da Europa, no Brasil cada período tomava características distintas do estilo original, devido às diferenças entre colônia e metrópole.

Fontes:
Aleijadinho – Wikipédia
Arte na Idade Moderna em Portugal – Wikipédia
Artes Plásticas no Brasil – Sua Pesquisa
Barroco – Sua Pesquisa
Barroco em Portugal – Wikipédia
Doze profetas de Aleijadinho – Wikipédia
História da Arte em Portugal – Wikipédia
História da Arte no Brasil – Wikipédia
História do Brasil – Wikipédia
Jean-Baptiste Debret – Wikipédia
Missão Artística Francesa – Wikipédia
Neoclassicismo Wikipédia
Rococó – Wikipédia

TEXTO ESCRITO PELO ALUNO CIRIACO


domingo, 10 de agosto de 2008

SAÍDA DE CAMPO - MUSEU JÚLIO DE CASTILHOS

TEXTO INTEGRAL DO MUSEU JÚLIO DE CASTILHOS
Exposições

“1808 – 1821: A Corte Portuguesa no Brasil”

Período: 03/06 à 31/08/2008

O objetivo da mostra é trazer à tona os debates em torno dos 200 anos da vinda da corte portuguesa à colônia, pensando as repercussões de sua permanência.
Como seria hoje o Brasil, se a corte não tivesse vindo de Portugal? Esta é a abordagem do evento, que visa estimular o visitante, em especial o público escolar, a tirar suas próprias conclusões. Como subsídios, ele terá vários textos, imagens e reproduções, painéis e objetos do acervo da instituição da Secretaria de Estado da Cultura, com a missão voltada à pesquisa, educação crítica e conservação. Após investigar o material de vários especialistas no assunto, a conclusão que a maioria dos estudiosos chegou do governo de Dom João VI foi de um balanço positivo.
Distribuída em núcleos temáticos, a mostra aborda a partida, a viagem, a chegada, a realidade colonial, as mudanças no Brasil, a política externa e o regresso da corte para Portugal. A museografia conceitual orienta os temas numa linha de tempo dos acontecimentos que marcaram a época. O texto introdutório foi elaborado com a colaboração do cônsul português, Pedro Filipe Pereira Félix Coelho, permitindo ao público conhecer sua interpretação e inspiração a respeito do fato.
Grupos e escolas podem ser agendados pelo (51) 3221.5946.



SANGUE DA ÁFRICA NO BRASIL

Além de povoar o Brasil, o povo africano foi fundamental no desenvolvimento econômico, pois compôs os diferentes padrões culturais importantes no crescimento do país. Durante os mais de trezentos anos em que houve o tráfico negreiro para o Brasil, aproximadamente 6,7 milhões de escravos africanos foram trazidos. De uma forma geral, os negros eram muito maltratados no Brasil. As senzalas eram locais sujos, pequenos e abafados, com somente uma porta sem janelas e com chão de terra batida, onde dormiam vários escravos. A alimentação era racionada e os escravos recebiam feijão, farinha de mandioca e um pedaço de carne seca. No entanto, o problema com as instalações e comida era pequeno se comparado aos rigorosos castigos os quais sofriam. Qualquer falha cometida pelos escravos era cobrada com severas punições, desde a palmatória até Acima, Pintura de Debret as chicotadas, que os deixavam com partes do corpo em carne viva. Além disso, era colocado sal nas feridas para que a dor perdurasse por dias, a fim de o escravo não esquecer o castigo recebido. Os escravos negros eram proibidos de praticar suas religiões, que eram diversas. A Igreja Católica Romana obrigara a todos a serem batizados e a participarem das missas e sacramentos. Mesmo com os empecilhos, eles conseguiam transmitir suas tradições e dar continuidade à sua religião. Uma das razões desse prosseguimento é o fato de os negros continuarem se comunicando em seu idioma materno. Supõe-se que tenha havido vários líderes religiosos entre os escravos e, como a chegada de novos escravos era constante, os vínculos com a África não eram completamente desligados. A mulher escrava tinha um importante papel naquela sociedade; era ela quem fazia a ligação entre a casa grande e a senzala. As escravas mais bonitas eram selecionadas pelo senhor para serem suas amantes e domésticas. As negras eram o objeto sexual dos homens brancos; desde o senhor-de-engenho, até o menino adolescente. Elas também sofriam diversos castigos por parte da mulher branca. Para se ter uma idéia, se a sinhá sentia inveja da perfeição dos dentes da escrava, ela os mandava arrancar. Ela também desempenhava o papel de mãe, porém dos filhos do senhor. As mulheres negras eram escaladas pelo senhor para serem amas de leite dos sinhozinhos, e, com isso, eram obrigadas a deixar de lado seus próprios filhos. Os filhos do senhor, desde pequenos até quando maiores, vendo seus pais aplicarem castigos, acabavam maltratando aquelas que foram como mães para eles. Os pequenos escravos, assim como acompanhavam o sinhozinho em brincadeiras e aventuras, também serviam de saco de pancadas. Por volta dos cincos ou seis anos de idade, os filhos de escravos já começavam a se habituar com a dura vida que teriam pela frente. Muitas vezes, as crianças iam para a lavoura trabalhar com suas mães e também recebiam chicotadas como castigo. Aos sete ou oito anos, eles já começavam a desempenhar serviços mais pesados e regulares. Deixavam de ter as últimas mordomias infantis. Aqueles que viviam na casa grande exerciam funções próprias para sua idade, ou já treinavam para a função que teriam quando adultos, ou ainda eram pajens, mensageiros ou criadas. Buscavam jornal, encilhavam os cavalos, lavavam os pés das pessoas da casa e mesmo de visitantes, escovavam as roupas, engraxavam os sapatos, serviam a mesa, espantavam os mosquitos, balançavam a rede, buscavam água no poço e carregavam pacotes e outros objetos. Apesar de serem crianças, os pequenos escravos também sofriam castigos, eram separados de seus familiares e acabavam ficando com marcas físicas decorrentes do trabalho excessivo e das punições recebidas. Muitas vezes, o senhor comprava meninos escravos para serem brinquedos de seus filhos.Essa era a forma como viviam os escravos na época em que a família real portuguesa chegou ao Brasil, em 1808. Entretanto, não houve castigo que pudesse oprimir e impedir que essa cultura tão rica, que foi essencial na formação do povo brasileiro, fosse transmitida pelas gerações. Oitenta anos depois, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que abolia a escravatura no Brasil, um dos últimos países do mundo a fazê-lo. --Mudanças ocorridas na sociedade decorrente da chegada da família real portuguesa-- No início do século XIX -antes da família real se instalar - o Rio de Janeiro oferecia poucas distrações: as famílias ricas iam a espetáculos e freqüentavam bailes familiares, já os homens, reuniões de jogo.As atividades eram feitas em dia claro com a luz solar, já que vida noturna praticamente não existia devido à falta de iluminação.Das procissões e nas festas religiosas, toda população da cidade participava. Esses eventos se tornavam pontos de encontro entre parentes e conhecidos que lá se reuniam para contar os fatos do dia e as últimas notícias. Os anos após a chegada da família real portuguesa no Brasil foi de intensa mudança. A vida social se aperfeiçoou, se elevou o nível padrão de vida, tudo isso pelo fato da grande influência dos hábitos de conforto, cultura e diversão trazida pelos portugueses. Para atender às exigências da família real, foi necessário construir novas casas, pois a população havia crescido em decorrência do número de acompanhantes (cerca de 15 mil) e pelo enorme fluxo migratório de portugueses que saíam do reino na esperança de melhores condições; assim apareceram residências isoladas, distantes do centro e junto a jardins e gramados. Modificaram-se também as mercadorias, que foram ampliadas; o transporte e o aumento de oportunidades educacionais. Porém, não foram somente boas mudanças; a vida cotidiana das famílias de homens livres, pobres e remediados tornou-se mais difícil por causa do aumento do preço dos materiais de construção, da valorização dos aluguéis e do aumento do preço dos imóveis além de ter também surgido discriminação por condições de vida oferecidas nos diferentes bairros e o aumento das disparidades sociais. Todas essas modificações na sociedade brasileira são perceptíveis nas obras do pintor Jean-Baptiste Debret que trabalhou no Brasil entre 1816 e 1831, período em que produziu grande quantidade de obras.Durante os primeiros anos, cumpriu seu papel de pintor oficial da corte, dedicando-se a retratar apenas os nobres.Mais tarde, se interessou pela realidade que havia fora dos muros do palácio e começou a pintar cenas das vilas e cidades brasileiras, começando pelo Rio de Janeiro.Nessas obras apareciam não só a elite, mas também os brancos pobres, os mulatos negros escravizados e libertos.Alguns de seus quadros registram as crueldades e as duras condições de trabalho dos escravizados, outros os detalhes do modo de vida da sociedade daquela época.

TEXTO ESCRITO PELO ALUNO CIRIACO

sábado, 9 de agosto de 2008

O BRASIL VISTO ATRAVÉS DAS PINTURAS

Ao chegar em casa o almoço já estava pronto, os quartos arrumados e o banheiro limpo.É assim que todo dia a empregada deixa a casa.Gostaria de imaginar a casa dela, será que é arrumada já que passa quase o dia inteiro aqui?

Foi assim que aconteceu em Portugal enquanto o Brasil se beneficiava com a chegada da Corte, portanto, Portugal não progredia como o nosso país.Os brasileiros eram beneficiados com as mudanças que a corte propunha aqui, como a criação de estradas, de teatros, o desenvolvimento da medicina, o uso de utensílios que antes eram desconhecidos, o desenvolvimento de um novo estilo arquitetônico, construções de escolas, entre outras mudanças. Não poderíamos esquecer das artes plásticas, que retratam essas modificações através das obras e pintores conhecidos como Rugenads e Debret.

DEBRET nasceu em 1798, em Paris e foi um dos pintores responsáveis por reproduzir imagens dos atos históricos e heróicos de Napoleão Bonaparte. Estudou na Academia de Belas Artes de Paris, em um ateliê na Itália.Contudo, Debret não estudara apenas artes, durante cinco anos se dedicou aos estudos de engenharia, porém o que realmente gostava era a pintura e obteve vários prêmios através delas.

Dom João VI com o intuito de trazer a cultura para o Brasil recebeu no país a Missão artística Francesa que foi um grupo de artistas franceses que perderam o investimento financeiro provindo de Napoleão Bonaparte, pois em 1815 perdera a batalha de Waterloo.Jean Debret era um dos integrantes desta missão e retratou perfeitamente o Brasil vivido naquela época, em especial a sociedade e a família real portuguesa, e é por isso que também é conhecido como pintor oficial da Corte.Além disso, ainda era professor na Academia Imperial de Belas Artes, onde atuou com muita competência e quem ajudou a funda-la.Apesar de vir nessa grupo de artistas, outra causa pode ser sua convocação para retratar o funeral da Rainha de Portugal D.Maria I, que coincide exatamente com o ano de sua chegada no país.Porém também viera para fazer a decoração e os ornamentos para as festas da Corte, além de retratar a nobreza.

Foi considerado um grande repórter da época em que viveu e com isso um grande auxiliar na história Brasileira, pois em suas obras retratava o cotidiano das pessoas no Rio de Janeiro.Assim, podemos analisar suas obras e captar o jeito de ser, de vestir, de andar, como também as profissões dos negros libertos: condutores, vendedores, barbeiros, curandeiros e quituteiras.Ele gostava de fazer isto, e sempre que podia, acordava cedo e logo ia às ruas para pintar a sociedade.

RUGENDAS Nasceu em 1802 em Augsburgo e foi estudante da Academia de Belas-Artes de Munique, e especializou-se na arte do desenho.Chegou ao Brasil em 1821 com a Expedição Langsdorff e permaneceu aqui até 1825, para coletar material para suas pinturas e desenhos.Sua preferência eram as obras com a temática predominantemente paisagística e com representação de cenas do cotidiano.

AS DIFERENÇAS ENTRE DEBRET E RUGENDAS
As obras de Rugendas se diferenciam das de Debret, pois aquele faz um registro mais científico, com ilustrações de paisagens, aspectos da natureza, observações dos escravos, como também demonstra a fauna,a flora,os tipos físicos e a visão da cidade do Rio de Janeiro;enquanto Debret gostava de pintar a sociedade e seus costumes,a arquitetura,os hábitos diários da comunidade,como já foi dito anteriormente.

Encontramos mais material de Debret, pois suas obras estão reunidas em instituições brasileiras, enquanto as retratadas por Rugendas estão dispersas em várias coleções do Brasil e da Europa.Esse fato pode ser um dos motivos pelo qual o povo brasileiro desconhece Rugendas e conhece Debret,seja conhecido apenas através do seu nome .

A GRANDE IMPORTÂNCIA DESSES ARTISTAS:
Não podemos negar a grande contribuição desses dois pintores para o Brasil nesta época, pois fizeram o trabalho com excelente cuidado e perfeição.Também nos auxiliam na compreensão da história do Brasil, pois somente com a análise das obras podemos extrair muito conteúdo importante e interessante. Essa importância pode ser vista em um trabalho do CMPA durante o ano de 2004, quando vários alunos participaram do clube de história do CMPA, principalmente alunos da nossa série.O tema do projeto era a vinda da família real ao Brasil e o objetivo principal era analisar as obras de Debret.Então foi realizada essa análise e como um trabalho histórico, foi devolvido à comunidade e a forma escolhida foi uma peça teatral.Um integrante do nosso grupo participava deste clube nesse ano, então foi possível obter algumas fotografias.

Muitas pessoas não sabem, mas as pinturas são formas de comunicação e expressão, onde o pintor pode expressar ideais e sentimentos através da cor e do modo da pintura.Por isso, devemos valorizar esse tipo de arte, já que durante muito tempo vem nos auxiliando para descobrir o nosso passado, pois a pintura também é uma forma de documento histórico, assim devemos ter cuidado nas exposições para poderem permanecer cuidadas por muito mais tempo.Também não se pode furtar essas obras, pois estará roubando não apenas um quadro, mas o direito de outras pessoas analisarem e compreenderam a história das nossas gerações, ou seja, também estará cometendo outro crime, pois estará tirando a sabedoria que a pessoa poderia adquirir através dessas obras.

TEXTO ESCRITO PELA ALUNA JÉSSICA NUNES

As referências bibliográficas utilizadas,citadas abaixo, foram todas capturadas em 02 de Agosto de 2008.E as obras nas montagens são de Debret.

Importância da pintura-crie e aprenda-blogspot
Olhar de Rugendas-Real Gabinete
Rugendas -Wikipédia
Debret - Wikipédia
Clube de história CMPA
Rugendas-Itaú Cultural
Debret-RJTV
Revista Aventuras na história nº 1 - edição especial de colecionador.
Debret-História Net