domingo, 31 de agosto de 2008

A HISTÓRIA DO OBSERVATÓRIO NACIONAL

O observatório nacional foi criado, oficialmente, por D. Pedro I em 15 de outubro de 1827, sendo assim uma das instituições científicas mais antigas do país. A intenção de D. Pedro I ao criar o ON, era elaborar estudos sobre o território brasileiro e sobre navegação. Observatório Nacional no século XIX auxiliou no estabelecimento e demarcação de parte das fronteiras brasileiras e a expedição, chefiada por Cruls, realizada ao Brasil Central, entre 1892 e 1896, serviu para a escolha do local aonde seria construída, anos mais tarde, a nova capital, Brasília.

Embora a sua criação ocorresse em 1827, sua origem é anterior, segundo o Padre Serafim Leite. Os jesuítas instalaram um observatório no Morro do Castelo, em 1730, na cidade do Rio de Janeiro. Nesse local, em 1780, dois astrônomos portugueses, Sanches d'Orta e Oliveira Barbosa, montaram um observatório e passaram a realizar observações regulares de astronomia, meteorologia e magnetismo terrestre. Com a transferência da família real para o Brasil, em 1808, o acervo desse observatório foi transferido para a Academia Real Militar.

Em 27 de setembro de 1827, a Assembléia Geral Legislativa do Império, autorizou o governo a criar um Observatório Astronômico no âmbito do Ministério do Império e, em 15 de Outubro de 1827, o Imperador D. Pedro I decretou a sua criação. Ele foi instalado no torreão da Escola Militar, tendo sido dirigido, inicialmente, pelo professor de matemática Pedro de Alcântara Bellegarde.




Em 1925, Albert Einstein (sentado ao centro) visita o Observatório Nacional


HOJE

Atualmente, ele é responsável pela geração e divulgação da hora legal brasileira e por diversas pesquisas e estudos em Astronomia, Astrofísica e Geofísica, possuindo cursos de pós-graduação com mestrado e doutorado nas duas áreas.

Um aspecto importante e curioso a se falar é do guardião da hora oficial do Brasil, marcada por um relógio de césio. Sérgio Luiz Fontes, diretor do Observatório Nacional, explica como funciona o aparelho.
“O relógio funciona baseado no átomo de césio, no padrão atômico de césio. Em um átomo, os elétrons transitam em órbita do núcleo. As freqüências dessas transições, feitas em bandas de energia, estão associadas ao tempo. São estes os elementos usados para a medida do tempo. O relógio atrasa apenas um segundo a cada 20 milhões de anos. São equipamentos altamente sensíveis e acurados.”

Um dos homens mais geniais de todos os tempos, Albert Einstein que esteve no Observatório Nacional em 1925.


Referências

Observatório Nacional - Wikipédia

RJTV - Aniversário do Observatório Nacional



Postado pelo aluno Thiago

TEXTO CRÍTICO 2 - PLANOS ERRADOS



A
transferência da Corte para o Brasil marcou profundamente a população portuguesa. Acredito que tenha sido extremamente difícil para um país como Portugal, que fora pioneiro nas navegações, ter que acreditar na fuga da Família Real.Essa situação demonstra desprezo, irresponsabilidade e falta de organização de Dom João VI, que poderia ter planejado alguma outra solução para o problema, ao invés desse plano que, de certa forma, ajudou o Brasil a se tornar independente.


O Brasil se beneficiava com a chegada da Corte, com mudanças radicais na vida e na sociedade que encontraram ao chegar.No entanto, podemos dizer que Portugal fora esquecido pela realeza. Isso foi uma grande injustiça que fizeram com Portugal, afinal a Metrópole era lá e não no Brasil.Contudo, o Brasil também sofreu o que Portugal sofrera diante da transferência, quando a Família Real volta a Portugal em 1821.

Se fizermos um estudo de todas as mudanças ocorridas no Brasil após a chegada da Família Real, percebemos que o país já estava sendo direcionado à independência, à medida que as mudanças iam ocorrendo.Pois, estas transformações não são para colônias, as mudanças ocorridas, claramente, nos mostram que o país cedo ou tarde se tornaria independente, uma vez que já possuía muitas instituições boas e não dependeria mais da Metrópole.

A chegada da Família Real no Brasil, talvez tenha fortalecido a idéia dos brasileiros de querer um país independente, pois puderam perceber que o Brasil não precisava ser dependente de Portugal.Mas o que adiantou terem dificultado a instalação de uma ciência no Brasil, se o próprio povo, inteligente e revoltado com o retorno, conseguiu perceber que o país poderia ser independente de Portugal? Isso só nos mostra que não adianta dificultarem algo, pois quando o povo quer, ele consegue.

TEXTO EXCRITO PELA ALUNA JÉSSICA NUNES

sábado, 30 de agosto de 2008

CIÊNCIA NO PERÍODO QUE ANTECEDE E SUCEDE A CHEGADA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA AO BRASIL

Fatos do cotidiano me dão inspiração para escrever neste Blog e são cenas que nos parece sem nenhum significado.Hoje, após fazer os deveres de casa, fui assistir à televisão e percebi como havia ao meu redor objetos eletrônicos, remédios, livros de biologia e química.Tudo isso não seria possível se a ciência no Brasil e no mundo não tivesse evoluído.Mas a partir de quando se iniciou?E como isso aconteceu?

O final do século XVIII caracterizou-se pela difusão de idéias iluministas.Portugal, Espanha, França e Inglaterra adotaram práticas científicas em suas políticas coloniais, com realização de expedições para levantamentos dos recursos naturais da colônia.

1785 a 1792- Expedição liderada por Alexandre Rodrigues Ferreira para explorar a região Amazônica.Ele era naturalista formado na Universidade de Coimbra.
1752 a 1827- Período em que José Vieira Couto viveu no Brasil para levantamentos de recursos minerais, visando ampliar a produção colonial, até realizou análises químicas.Ele era naturalista mineiro, formado em Coimbra e contratado pela Corte Portuguesa.
1772 a 1794- Primeira Sociedade instruída-Sociedade Scientifica, fundado no Rio de Janeiro.
1797- Criação do Jardim Botânico do Grão-Pará, já que Jardins Botânicos também eram importantes nas políticas coloniais, uma vez que plantas e sementes tinham grande valor econômico.O Jardim Botânico citado servia como distribuidor de plantas e sementes úteis para outros Jardins Botânicos, como o do Rio de Janeiro e o de Pernambuco.

(Mais expedições vieram ao Brasil, porém relatamos apenas as mais importantes).

Até este momento, anterior a chegada da Corte, não haviam universidade, conteúdo impresso, bibliotecas grandes e museus; então ciência não era desenvolvida, já que nem locais para formação de cientistas havia.A ciência desse período era praticamente realizada com a chegada das expedições.Portugal também não investia aqui no Brasil, pois achava que pudessem surgir brasileiros educados e aspirassem a independência política.Então, podemos dizer que essa época era o inicio de uma ciência no Brasil.

1808 a 1810- Criação do Colégio Médico e Cirúrgico da Bahia, Escola de Medicina, Anatomia e Cirurgia do Rio de Janeiro.Estas duas instituições, em 1832, passam a ser Faculdade de Medicina.
1808 a 1810- Criação da Academia Militar do Rio de Janeiro, Escola Naval Real e Biblioteca Nacional.
1809- Traduzidos para o Português os elementos de geometria, trigonometria e os elementos de álgebra.
1812-Criação de um laboratório químico-prático no Rio de Janeiro.
1813 a 1814- Surge a produção de jornais e a sua circulação, isso favorece a divulgação de idéias cientificas e estes anos foram publicados inúmeros textos sobre o tema.
1814- Abertura da Biblioteca Nacional ao público, com 60 mil volumes.
1810- Criação do Museu Real, mais tarde Museu Nacional de História Natural.
1817- Chega uma missão cultural e científica austríaca.

A partir da chegada da Corte, o Brasil começa a perceber o que é realmente uma ciência, pois Dom João VI, incentiva a instauração de práticas européias e cria muitas instituições que darão efetivamente inicio a ciências no Brasil.Mas deixamos claro que isso não significa que antes não tivesse indícios de uma ciência.

TEXTO ESCRITO PELOS ALUNOS JÉSSICA NUNES E MARONÊS

Fontes bibliográficas:

Cronologia da Ciência no Brasil capturado em 28.08.2008
Mirim Salles capturado em 24.08.2008
Wikipédia-História da ciência capturado em 24.08.2008
Scielo-Ciência e cultura capturado em 24.08.2008

Um site que mostra a evolução completa da história da ciência no Brasil é este e acho interessante olharem pois há mais material do que no nosso texto,já que destacamos apenas os acontecimentos mais importantes.

TEXTO ESCRITO PELA ALUNA JÉSSICA NUNES

NOTAS DO BRASIL



A música do Brasil se formou, principalmente, a partir da fusão de elementos europeus e africanos, trazidos respectivamente por colonizadores portugueses e escravos. A mistura de ritmos nativos e estrangeiros permitiu a criação de novos e belíssimos sons.

ANTES DO PERÍODO JOANINO

Em abril, chegou a esquadra portuguesa de Pedro Alvares Cabral em missão colonizadora, na futura Bahia. Nesse momento, os índios excedem 2 milhões de habitantes. As tribos tem sua própria forma de expressar sua cultura através da música que é executada em solos e coros, acompanhada pela dança, bater de palmas, de pés, flautas, apitos, cornetas, chocalhos, varetas e tambores.
Quando chegam as primeiras levas de escravos trazidos da África para trabalhar na lavoura de algodão, tabaco e cana-de-açucar, uma nova perspectiva musical é inserida no Brasil. Suas músicas, danças, idiomas, macumba e candomblé criam a base primordial de uma nova etapa fundamental na história inicial da música brasileira. A cultura musical africana dos escravos negros é preservada e desenvolvida através dos Quilombos – colônias de refugiados que resistem bravamente no interior do Brasil –, sendo o de Palmares, no interior do Estado de Alagoas, historicamente o mais importante.Surgem as primeiras novas formas de uma música afro-brasileira, que desenvolveria o afoxé, jongo, lundu, maracatu, maxixe, samba e uma série d eoutros gêneros posteriormente.
No momento em que os jesuítas pisam em solo brasileiro, além do catolicismo e dos princípios básicos de uma nova forma de civilização, os padres passam a introduzir as noções elementares da música européia aos índios e a apresentar seus instrumentos musicais, num primeiro contato importante de fusão e influências na nascente história da música brasileira. A colonização portuguesa traz outros instrumentos europeus sofisticados como a flauta, violão, cavaquinho, clarinete, violino, violoncelo, harpa, acordeon, piano, bateria, triângulo e pandeiro. A partir dos rituais religiosos das missões jesuítas nascem os primeiros cultos folclóricos populares dos habitantes locais como o 'reisado' e o 'bumba-meu-boi'. A música sacra, as melancólicas baladas e as modas portuguesas contribuem para a formação da música brasileira.
Em meados do século XVIII, surgem, no Rio de Janeiro e Bahia, as lendárias e divertidas músicas de barbeiros . São pequenos grupos musicais compostos de escravos negros barbeiros com tempo disponível para se dedicarem ao aprendizado de velhos e desgastados instrumentos musicais que lhe são passados. Segundo estudiosos, essa seria a primeira verdadeira manifestação de uma música popular brasileira instrumental direcionada ao âmbito público. Essas pequenas orquestras ambulantes, também chamadas de 'charangas' ou 'ritmos de senzala', muito requisitadas para festividades e procissões como a do Domingo do Espírito Santo, tocavam flauta, cavaquinho, violas, rabeca, trompa, pistão, pandeiro, tamboril, machete, e interpretavam – muito à sua maneira livre – fandangos, dobrados, quadrilhas, lundus e polcas num repertório bem diverso.


PERÍODO JOANINO


Surge até então o mais importante gênero musical – a modinha –, criado em Portugal, e responsável pelos aspectos melódicos e românticos na música brasileira, de grande influência até a Nova República, no início do século XIX, período joanino no Brasil. Em 1755, Salvador tinha 37.543 habitantes.A partir dessa década, com o avanço do processo de urbanização, a produção musical religiosa na América Portuguesa foi bastante reverenciada, inspirando o futuro próximo da música popular. Enquanto no mundo temos compositores como Weber, Schubert, Mendelssohn, Schumann, Berlioz e Chopin, no Brasil crescemos musicalmente com vários autores nacionais como Inácio Parreiras Neves (1730-1791), Manoel Dias de Oliveira (1735-1813), José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (1746-1805), Francisco Gomes da Rocha (1754-1808), André da Silva Gomes (1752-1844) e outros.

O romantismo domina, portanto, toda a música do século XIX. Os traços comuns de todos esses românticos tão diferentes são a maior liberdade de modulação e cada vez mais progressivo numa música subjetivista e individualista. Carlos Gomes foi o mais importante músico brasileiro do estilo romântico, com carreira de destaque principalmente na Europa. Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro Allá Scala um dos mais importantes do mundo na época. Tem como a sua principais óperas, o guarani, Fosca e Maria Tudor. Há também na música brasileira, Francisco Manuel da Silva que foi maestro e compositor brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro, RJ, autor do Hino Nacional Brasileiro e que teve grande destaque na vida musical do Rio de Janeiro, no período compreendido entre a morte do Padre José Maurício e a ascensão de Carlos Gomes. Estudou com o Padre José Maurício Nunes Garcia, um dos o maiores nomes de música colonial brasileira, e com Sigismund Neukomm. Nomeado cantor da Capela Real (1809), depois integrou a orquestra da mesma instituição como timbaleiro (1823) e depois, como segundo violoncelo (1825), na corte de D. João VI.

O lundu, também importante historicamente, é um estilo de música descrito como uma dança lasciva com suas umbigadas que aparece nesse momento. É um dos elementos embrionários de formação do futuro samba. A partir do começo do século XIX, o lundu apresenta variantes como o miudinho, a tirana tipo espanholada, o fado batido e a chula. No Rio de Janeiro dessa época, contam-se 43.400 habitantes, e é aí que temos registrado o primeiro grande desfile de carnaval, no Estado da Guanabara, para comemorações em vista do casamento do Príncipe D. João (futuro D. João VI) com a Princesa Carlota Joaquina.


APÓS O PERÍODO JOANINO

É apresentada pela primeira vez a polca, no Teatro São Pedro, no Rio de Janeiro. Dança rústica da Boêmia – parte do império austro-húngaro e atual província da Checoslováquia –, a polca chega à capital Praga em 1837, e se transforma em dança de salão. Depois da apresentação brasileira, a polca vira a nova febre carioca com a formação da Sociedade Constante Polca, em 1846.


Em 1859, influenciado pelas revistas européias, surge, no Rio de Janeiro, os teatros de revista misturando teatro com música e dança, explorando como tema os principais fatos da época de forma crítica, humorística, despojada e irreverente. O primeiro espetáculo do gênero – 'As Supresas do Sr. José da Piedade', de autoria de Justino de Figueiredo Novais – estréia em 15 de janeiro de 1859, no Teatro Ginásio. Além da maestrina Chiquinha Gonzaga com o enorme sucesso de seu tango brasileiro "Gaúcho", outros grandes compositores maestros passaram pelo teatro de revista. A partir de 1920, o gênero começaria a decair diante do rádio, dos cinemas-teatros e dos shows musicais propriamente ditos.


A partir de 1870, o samba é esboçado através do batuque de origem africana. Em 19 de março do mesmo ano, na Itália, estréia no lendário Teatro Scala de Milão, a obra máxima de Carlos Gomes (1836-1896) – a ópera O Guarani –, baseado na romance de José de Alencar, com libreto inicial do poeta Antonio Scalvini, concluído por Carlo d'Orneville. O sucesso e impacto de O Guarani levou o compositor e maestro Giuseppi Verdi ao comentário entusiasmado de que Carlos Gomes era de fato um "vero genio musicale". Depois de encenada 12 vezes no Scala, a ópera percorre toda a Europa com grande sucesso. Com ela, pela primeira vez, nascia o Brasil para o mundo musical .

Em 1875 nasce o maxixe. O maxixe foi considerado muito escandaloso, como o lundu há quase 100 anos atrás pela extrema sensualidade de sua dança e pelo uso freqüente da gíria carioca quando cantado. Nesse mesmo momento as quadrilhas se transformam em exclusivas e pitorescas danças folclóricas de São João.

Em 1880, quando o país é abordado pela causa abolicionista surge o choro (chorinho), no Rio de Janeiro, através de pequenos grupos instrumentais formados por modestos funcionários dos Correios e Telégrafos, da Alfândega e da Estrada de Ferro Central do Brasil, que se reúnem nos subúrbios cariocas com suas flautas, cavaquinhos e violões. A mágoa e a nostalgia deram o nome ao gênero, sendo a improvisação sua condição básica. As festas das quais os chorões participavam passaram a ser denominadas pagodes. Esta é também a época das serenatas de fins de noite.


Surge o frevo em Recife, Pernambuco, mais ou menos pela década de 90 do século XIX. U m dos mais importantes gêneros musicais e danças do país, o frevo nasce da polca-marcha e tem sua linha determinada pelo capitão José Lourenço da Silva (Zuzinha), maestro ensaiador das bandas da brigada militar de Pernambuco. Chiquinha Gonzaga, anos antes compõe a primeira marcha carnavalesca da história da música brasileira chamada "Ô Abre Alas", um enorme sucesso de ritmo contagiante.

No início do século XX, O Brasil republicano continua recebendo a primeira grande e importante leva de imigrantes europeus e asiáticos como italianos, alemães, japoneses, libaneses, aumentando a miscigenação e a influência musical desses povos em sua música.


Em 1920, tornam-se populares no Rio, e em São Paulo, o gramofone, as vitrolas, as orquestras de cinema mudo, posteriormente o próprio cinema falado e – principalmente – as primeiras gafieiras que tocavam sambas, maxixes, marchas, jazz e valsas. Logo surgiriam as jazz-bands brasileiras. Antecedendo a bossa nova, surge o samba-canção, um tipo mais lento, melancólico e romântico, orquestral e instrospectivo do gênero. Sob forte influência do bolero, o samba-canção se firmaria mesmo a partir de 1930. Outros como "Último Desejo", de Noel Rosa também fizeram muito sucesso. Em 1926, a mais importante soprano lírica da história da música brasileira – Bidu Sayão (1902-1998) – rouba a cena da temporada no Teatro Municipal de São Paulo e abre a temporada lírica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
1930 – (eclode a Revolução de 1930, que acaba com a República Velha)
Acontece o primeiro grande sucesso do sambista carioca de Vila Isabel Noel Rosa (1910-1937) – "Com Que Roupa", já com toda sua proverbial verve crítica e humorística sobre a vida carioca, marca registrada de toda sua obra. De saúde muito debilitada durante sua vida inteira, Noel Rosa morreria jovem, aos 26 anos, no dia 4 de maio de 1937, mas deixaria um impressionante repertório de 230 composições. É um nome obrigatório no registro da história da música popular brasileira.


Décadas de muita criatividade na área de artes musicais se passaram em nosso país. Com a globalização muitos outros gêneros musicais foram introduzidos no Brasil. Encontramos a cada esquina um ritmo diferente: o samba, a música sertaneja, o rock, o samba-reggae, o baião, o forró, o funk, o frevo, o hip hop, a música eletrônica, as músicas regionalistas.

Referências Bibliográficas

Geocities
10 Em Tudo-Obras
Cola da Web-Romantismo
Sua Pesquisa-Romantismo
Brasil Escola-Romantismo no Brasil

Wikipédia-Música no Brasil
Uol

TEXTO ESCRITO PELOS ALUNOS GEORGIA E THIAGO

TEXTO CRÍTICO 1 - O AMPLO SENTIDO DA ESCRAVIDÃO

Você pensa que ela está abolida? Não, ela esbanja vida como nunca...

Na última sexta-feira, dia 08 de agosto, alguns alunos do grupo se reuniram para ir ao Museu Júlio de Castilhos recolher dados e informações sobre a vinda da Família Real para o Brasil. A exposição, apesar de ser bastante sintetizada, aborda questões muito interessantes. A que mais me sensibilizou foi certamente a da escravidão no período. Lá havia inclusive expostos os instrumentos originais de tortura utilizados contra os negros africanos. Quando ficamos face-a-face a gargalheiras, vira-mundos e outros aparelhos de tortura, a angústia que nos toma é enorme, e ao mesmo tempo estúpida, pois estamos nós, como entidade HOMEM, na condição de torturador e de torturado, ou mais amplamente, de superior e de subjugado.

HOMEM. O ser vivo mais versátil do planeta. As suas possibilidades são infinitamente numerosas, devido à sua essência caracterizada pela capacidade de escolher. O homem escolhe desde o momento primeiro da sua vida. Ele pode escolher estudar para ter um futuro melhor, ou inutilizar seu tempo escolar fazendo uso de drogas pesadas. Ele pode escolher entre aceitar a moral da corrupção ou não ser corrupto - ou ainda lutar contra a fraude no âmbito público. Ele pode escolher entre incitar e cegar a população a realizar grandes guerras ou lutar pelo acordo, pela paz. Ele pode escolher entre enfrentar de cabeça erguida as tropas de Junot, ou abandonar seu povo à desgraça e escapar, egoísta no seu mundinho não tão particular assim. Como disse Jean-Paul Sartre, filósofo contemporâneo, o homem está condenado a ser livre. Eis aí a escravidão humana.

Utilizar engenhos contra gente que como qualquer outra, é feita de carne e osso – negros africanos-, para não interromper o ciclo de lucratividade, foi uma escolha que gerou frutos pouco perenes para Portugal. Maior potência marítima européia no século XV, Portugal em 1808 não tinha mais que trinta embarcações obsoletas – entre fragatas e naus. Dívidas imensas foram acumuladas, especialmente com a Inglaterra, tropas de Napoleão invadindo o território luso: a decadência do mesmo povo que um dia fora cantado e exaltado nos versos de Camões. Não foram capazes de perceber que enquanto escravizavam o povo africano e mantinham uma colônia de injustiças em péssimas condições urbanas ou rurais, seguindo princípios mercantilistas inescrupulosos, se tornaram vítimas de uma escravidão escolhida. A superioridade era tanta, que os portugueses acabaram por se perder em meio a esse estereótipo de potência, esquecendo-se de que a manutenção é necessária, de que a renovação também era princípio de mercado, e de que o mercado está em constante mudança com aperfeiçoamento de técnicas.
Tantos foram os erros cometidos pela realeza lusitana.Tantos foram os erros cometidos pela humanidade ao longo de alguns milhares de anos de civilização. Desrespeito, soberba, maldade, iniqüidade, tirania nos mantêm numa redoma imutável no espaço e no tempo. Os focos de alteração – gentilezas, fraternidade entre povos, igualdade de direitos- são raros, nascem e crescem em ritmo dolente.Quando olhamos atentamente para a sociedade brasileira hoje, vemos que estamos todos de alguma forma presos pelos pés a uma degradação moral jamais antes vista. Estamos cultivando as bases da mesma escravidão que mesmo depois de abolida manteve suas raízes muito vivas. As conseqüências da corrida pelo lucro foram na esfera social muito mais significativas e duradouras.
Escolheram por nós, cidadãos brasileiros contemporâneos, que sejamos escravos dos preconceitos, das perversidades, das violações. Mas nós escolhemos a cada dia manter bruta indiferença em relação a esses problemas que nos cercam. Será o homem, na sua época, apenas um produtor de barbárie e conflito? Não é essa a perspectiva que desejamos. Talvez esteja na hora de ficarmos aqui, abrirmos os olhos e darmos as mãos, mesmo com a possibilidade de embarcarmos no Cruzeiro Transatlântico ignorando as mazelas do nosso próprio povo. Não há mais tropas de Junot. Há outras, muito bem equipadas e talvez muito mais poderosas. No entanto, Por mais difícil que pareça, sempre há a possibilidade da vitória.

TEXTO ESCRITO PELA ALUNA GEORGIA